domingo, 25 de maio de 2008

Crônicas de uma aliança frustrada



Charge extraída do site Bahia Notícias

A tentativa frustrada de aliança entre os pré-candidatos a prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy (PSDB) e Raimundo Varela (PRB), demonstra a falta de traquejo político do apresentador, talvez pela inexperiência no ramo, mas revela, principalmente, a sua personalidade centralizadora, de alguém que sempre decide tudo sozinho e não aceita a opiniões dos seus aliados.

Tão logo foi anunciado que Varela seria o vice na chapa de Imbassahy, faltando apenas a palavra final da cúpula do PRB, o bispo Márcio Marinho, principal articulador da campanha do radialista, afirmou não acreditar que a aliança tivesse futuro e ainda argumentou que Varela deveria manter a sua candidatura, afinal é líder nas pesquisas. Ele calculou o que já estava claro para aqueles que labutam há décadas na política: uma chapa daquela natureza iria fortalecer o capital político do PSDB (leia-se José Serra) na Bahia, coisa indesejável tanto para o PT do presidente Lula quanto para o PRB de Varela e do vice-presidente, José Alencar.

O veto a aliança entre Imbassahy e Varela veio da cúpula nacional do PRB, após reunião ocorrida em Brasília e também após trabalhos de bastidores do ministro Geddel Vieira Lima, que não poupou o seu veneno. Varela e Imbassahy nem precisavam gastar tempo saindo de Salvador. Bastava Varela consultar alguns dos seus aliados políticos na cidade, como o bispo Márcio Marinho, para constatar que a aliança estava destinada ao fracasso antes mesmo de nascer. Mas ele não quis ouvir ninguém e centralizou a sua decisão.

Por que Varela, líder das pesquisas, iria abrir mão da candidatura para ser vice de Imbassahy? Muitos fazem esta pergunta. A resposta pode estar no isolamento da campanha do radialista, que até agora não conseguiu fechar alianças com partidos expressivos. O apoio do PR de César Borges e Maurício Trindade está praticamente descartado, tornando as coisas ainda mais difíceis, pois era uma das grandes esperanças para Varela conseguir um razoável tempo de exposição nas propagandas eleitorais no rádio e na TV.

Há tempos atrás, Maurício Trindade chegou a articular os passos iniciais da candidatura de Varela. Muitos dizem que houve um racha entre os dois, mais uma vez por conta do temperamento de Varela em não aceitar muitas interferências nos seus atos.

Um comentário:

João Gabriel Galdea disse...

A charge é do site "O Aranha" (www.oaranha.com.br). O BN só reproduziu.