sábado, 31 de maio de 2008

Secretário de Saúde justifica os motivos do decreto de emergência


Da esquerda para a direita: a subprocuradora do município, Ângela Guimarães,o procurador Pedro Guerra e o secretário José Carlos Brito

O secretário de Saúde de Salvador, José Carlos Brito, enfatizou, durante entrevista coletiva, que o decreto de emergência no setor não tem relações com fatores políticos. “Não toquem neste assunto, pois não tem nada a ver com ano eleitoral. Eu estou aqui há 30 dias. A minha obrigação era fazer um diagnóstico dos problemas e comunicar ao prefeito. Se eu não fizesse isso, seria acusado de omissão".

Segundo José Carlos Brito, o decreto de emergência foi necessário para dar rapidez as ações que têm de ser adotadas de imediato, com o intuito de amenizar o caos vivido na saúde municipal. Entre as ações destacadas pelo secretário estão as reformas dos postos de saúde, a informatização do setor e a contratação de mais de 500 profissionais, entre médicos, enfermeiros e odontólogos, para atuar nas unidades básicas e de urgência. “Primeiramente, iremos contratar através de análise curricular, pois o projeto para o concurso do Reda (Regime Especial de Direito Administrativo) ainda está em trâmite na Câmara Municipal”.

Para José Carlos Brito, o estado de emergência irá permanecer pelo “tempo necessário para que as condições atuais da saúde sejam melhoradas”.

Questionado sobre as razões que resultaram na grave crise na saúde de Salvador, o secretário preferiu evitar polêmicas “Não estou aqui para culpar ou julgar gestão de ninguém. A minha preocupação é trabalhar pela saúde, desde o momento em que eu assumi o cargo”.

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